sexta-feira, 29 de abril de 2011


FIB Felicidade Interna Bruta


Quem sabe, um dia, mediremos desenvolvimento por esse índice




O recuo do debate político e a pasmaceira da política atual. A busca por bens materiais visando o interesse pessoal, nos últimos 30 anos, foi considerada uma virtude e, seria essa busca que constitui o pouco que resta de nosso sentimento de grupo?



Não, não queremos as mesmas coisas. Os ricos não querem as mesmas coisas que os pobres, Quem vive de investimentos não quer a mesma coisa, que quem trabalha para sustentar sua família. Se você não precisa de serviços públicos, você não busca o mesmo que as pessoas que dependem exclusivamente do setor público. Será que estamos dispostos a pagar por uma sociedade decente?



Essa questão se faz presente em todos os setores da sociedade. Estamos atrelados à uma conduta em que a economia de mercado, ainda depende do comprometimento ambiental para promover desenvolvimento econômico, num mote, modelo, maneira em que os índices que mensuram desenvolvimento humano e PIB, por exemplo, não necessariamente, quando melhoram, indicam crescimento e diminuição da pobreza.



Melhor seria medir o FIB* – Felicidade Interna Bruta. O PNUD – Programa Nacional das Nações Unidas já apóia esse conceito nascido no Butão, quem sabe um dia seja nosso melhor meio de verificação para indicação de desenvolvimento.



A paralisia do Poder Público e seu distanciamento das iniciativas para um desenvolvimento sustentável, o que implicaria mudanças de comportamento e de paradigmas, até para rever o que é oposição ao governo, que hoje consiste em paralisar ainda mais o letárgico poder, provocou o surgimento de uma solidariedade sem fronteiras. I



Essa solidariedade sem fornteiras também se deve a consagração dos direitos humanos, pois nossas sociedades refletem sobre si mesmas, o que faz com que os ideais de justiça e estar aberto ao outro não caduquem.



A proliferação de ONGs transnacionais com suas ajudas humanitárias de urgência alcançou, no começo do ano 2000, o investimento de 10 bilhões de dólares e beneficiaram mais de 250 milhões de pessoas. Um altruísmo universal que impulsiona a organização da sociedade civil para um papel decisivo de controle social e vigilância dos poderes constituídos, como também na participação comunitária nas decisões sobre qual desenvolvimento se quer.



Talvez estejamos vivendo um momento em que a sentimentalização da cultura e dos comportamentos solidários possam provocar um repensar, para termos a disposição de encontrar um novo padrão civilizatório e fazer uma outra história.



Dentro dessa perspectiva esperanceada por muita gente, o acesso aos modos de produção de comunicação, os mesmos do que se convencionou chamar de sociedade midiática, ao contingente de interessados em mudar o modelo socioeconômico que chegou ao seu esgotamento é fundamental.



Faz-se vital uma consciência de cultura – mundo, uma política que busque civilizar nossa cultura planetária que apesar de tantos males, dispõe de conhecimento produzido e de potenciais para que o planeta saía dessa anomalia da desgovernança.


*ORIGEM do FIB



O atual rei do Butão, 5º na história do país, proclamou que a materialização da visão do FIB será uma das quatro principais responsabilidades do seu reinado. A meta última que norteará as mudanças sociais, econômicas e políticas no Butão será o FIB – Felicidade Interna Bruta. Sua Majestade o Rei disse que uma sociedade baseada no FIB significa a criação de uma sociedade iluminada, na qual a felicidade e o bem estar de todas as pessoas e de todos os seres sencientes é o propósito último da governança. Em abril de 1986, a frase, com estas exatas palavras: “Felicidade Interna Bruta é mais importante do que Produto Interno Bruto” foi cunhada por Sua Majestade o 4º Rei do Butão, que é o autor do conceito do FIB. O que ele disse, nos anos 1970 e 1980, quanto ao PIB ser canalizado na direção da felicidade, foi algo bastante inédito, senão revolucionário. Agora, 20 a 30 anos depois, as opiniões ao redor do mundo estão começando a convergir no sentido de tornar a felicidade uma meta sócio-econômica coletiva.

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