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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Como funciona nossa cidade?

Esse é o tema central de muitas das produções comunicacionais do Núcleo de Comunicação Comunitária São Miguel no Ar. Entendemos que conhecer esse funcionamento é essencial para a construção da cidadania.
A professora da EMEF Antonio Carlos de Andrada e Silva, Célia Araújo, é discente da EACH-USP e realizou uma visita à Brasília. Quer saber como foi? Confira o relatório da visita:

Para baixar o documento em formato de texto, clique aqui.








terça-feira, 10 de julho de 2012

Formação em Educomunicação


Escobar Franelas, educador do Programa Jovens Urbanos/IPEDESH, conta como foi o 2º encontro da Formação em Educomunicação "Habitar é Comunicar", realizada pelo NCC São Miguel no Ar em assessoria ao CENPEC.

A formação, desenvolvida em maio e junho deste ano, teve como objetivo contribuir para a utilização de estratégias de educomunicação pelos educadores das organizações sociais do PJU no desenvolvimento de ações educativas que estimulem o jovem a compreender a cidade como nova forma sensível de civilização.

Confira:  
 

terça-feira, 29 de maio de 2012


PJU 2012 - "O bicho tá pegando!"

Nossa, mais um pouco e a gente não consegue sequer abastecer aqui, pois o bicho tá pegando no Programa Jovens Urbanos, 7a. edição, 2012.
Semana passada, mal terminaram nossas atividades com os educandos na quinta e sexta já tinha formação. Eu, que estou aprimorando conhecimentos em Educomunicação, dei um rasante logo cedo na sede da Fundação Tide Setúbal, no Itaim Bibi, reencontrei velhos "parças" de luta e sonho e, devidamente escorados na experiência da senhorita Andrelissa, fizemos uma exploração no entorno do prédio. A ideia? Descrever oralmente as sensações que a cidade grande nos propicia. 
A partir da analogia com o corpo humano, cada um se definiu como um órgão do corpo citadino e foi lá pra rua, ver qual seria sua "função" na vida urbana. Sobraram apontamentos inteligentes, recheados de argumentos sagazes. A Marina, por ex., sugeriu que "as hérnias são vários pontos da cidade". Palmas pra ela, que identificou um problema físico facilmente reconhecido por nós, e que pode ser notado também no trânsito e na locomoção pela metrópole. 
Também a Denise, que se identificava com a artéria da cidade, comentou que "na avenida 9 de Julho, observo um fluxo enorme de veículos que se locomovem. Acredito que a artéria tem uma importância fundamental". 
Ainda exercitamos a criação de uma rádio-blogue com tecnologia farta e simples, conforme nos ensinou a Andrelissa.
João Paulo e Pedrinho simulando um programa de web-rádio, com direção da Andrelissa (foto EF)


quinta-feira, 7 de junho de 2012

ECOS DA RIO + 20 
CONTRIBUIÇÕES PARA UM MELHOR VIVER JUNTO 
Na Vila Itaim a cidadã Creuza fala de sua lida comunitária


terça-feira, 5 de junho de 2012

Rádio São Miguel no Ar na Virada Sustentável
Clowns, Escolas de Bicicletas e papo sobre urbanismo animaram a Feira do Jd. Lapenna 
Núcleo de Comunicação Comunitária São Miguel no Ar sempre 
em busca de novas formas comunicativas do habitar 

No domingo 03 de junho,  a intervenção da Rádio São Miguel no Ar se integrou há mais de 600 ações e atividades da Virada Sustentável na nossa cidade, provocadoras de reflexão sobre o ambiente urbano. A Feira do Jd. Lapenna foi palco de conversas sobre o Projeto Escolas de Bicicleta, com direitos a pedaladas de diretores, educadores e pessoas da localidade numa bicicleta de bambu. A programação também contou com um papo sobre urbanismo com o Arquiteto e Coordenador do Núcleo ArteCulturAção da Fundação Tide Setubal, Inacio Pereira e, para agitar a galera estudantil a Escola Reverendo Urbano deu o seu recado na rádio sobre as ações sustentáveis desenvolvidas por essa escola.  

Evelyn Araripe, uma das coordenadoras do "Programa Escolas de Bicicletas" observou que esse projeto, hoje em 46 escolas públicas municipais conta, além das atividades de educação ambiental, com bicicletas de bambu. Evelyn destacou também a necessidade das pessoas pensarem em novas formas de viver coletivamente de  maneira equilibrada e sustentável. 

O público da Feira do Lapenna interagiu com a Rádio. Desde 10 horas da manhã, o Grupo de Clowns Xerebas arte - ambientou o espaço público. E essa ocupação da rua, da feira viveu momentos de pensar e entender um pouco mais como funciona a cidade e como poderia funcionar melhor para um bem viver junto, com a entrevista do arquiteto e urbanista Inacio Pereira. 

A apresentação da rádio ficou por conta dos jovens Rodrigo Sousa e Diogo Ferreira. Os jovens do Projeto Sintonia Cidadã foram o produtores da rádio de rua e uma visita bem bacana da equipe do Programa Ação da Rede Globo provocou um diálogo entre os feirantes, comunidade e a rádio de rua.  

  

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Série Diálogos Intergeracionais

Sr. Agripino, responsável por um “mudeiro” na Vila Itaim, manifesta sua consciência ambiental na série Diálogos Intergeracionais.

Confira:



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Rádio São Miguel no Ar e PSF dialogam com a comunidade 
sobre saúde da mulher e da juventude

No dia 06 de maio, na Feira do Jd. Lapenna,  moradores dialogaram com profissionais da saúde, sobre temas ligados à saúde da mulher e da juventude. Além da equipe do Programa Saúde da Família do Jd. Lapenna estiveram presentes pessoas da comunidade que trouxeram suas experiências, tiraram dúvidas sendo que esta intervenção no espaço público teve caráter preventivo e educativo. 

Jovens do PSF e do Sintonia Cidadã fizeram a produção dessa emissora de rua, que aos poucos torna-se um importante instrumento voltado a um viver melhor.    

domingo, 29 de abril de 2012


Programa Saúde da Família e Galpão de Cultura e Cidadania: Saúde Lapenna
Dra. Linda do PSF Jd. Lapenna fala do trabalho de prevenção com as crianças da localidade. Pesagem, medição e orientação nutricional. As ações são desenvolvidas no Galpão de Cultura e Cidadania na Rua Serra da Juruoca, 112 e tem o apoio das agentes comunitárias de saúde.





domingo, 25 de março de 2012



Rádio de Rua São Miguel no Ar discute juventude e trabalho, educação e saúde

Alunos da Faculdade de Jornalismo da FMU, da E.E Reverendo Urbano Pinto, pessoas da comunidade, Programa Saúde da Família Jd. Lapenna e Sabesp debateram temas de interesse de todos, nesse domingo, 25 de março, na Feira do Jardim Lapenna.

A programação da rádio começou com o jovem Elisson cantando para as pessoas. Elisson integra um grupo de pessoas que desfrutam do trabalho das ATs do AMA Tito Lopes.

Depois foi a vez de Daniel Hammoud um especialista em educação profissional. Daniel é comunicólogo e pedagogo e recentemente integrou a equipe que organizou a publicação "Juventude Mercado de Trabalho, realidade e perspectivas" - uma publicação do Centro Ruth Cardoso. Na entrevista comentou a falta de alinhamento entre os cursos profissionalizantes e políticas públicas, e a distância conteudística verificada com as novas exigências de um mercado de trabalho em constante transformação. Pessoas da comunidade sugeriram a necessidade de organizar um debate com os jovens do território no Galpão de Cultura e Cidadania.

Ainda na programação da rádio a Diretora da EMEF Prof. Armando Cridey Righetti Maria Claudia Vieira Fernandes, Alvaro Algatão - diretor da E.E Reverendo Urbano, Profa Eliana Cristina da EMEF Dom Paulo Rolim Loureiro e o professor de jornalismo comunitário da FMU . Fabio Oliveira debateram aspectos da educação pública tais como: educação integral, ENEM e acesso à universidade, como também as políticas públicas existentes e o Plano Nacional de Educação. Maria Claudia fez questão de lembrar do Seminário de Educação que escolas municipais, Insitituo Alana e Fundaçao Tide Setubal promovem em breve.

Para finalizar a programação de maneira saudável, a equipe do Programa Saúde da Família do Jd. Lapenna por meio de sua coordenadora Sra. Marinalva e a médica Dra. Linda, deu dicas sobre prevenção, ressaltaram a importância das agentes comunitárias de saúde e a necessidade da população de recebê-los e dialogar com eles, pois eles colhem informações importantes para o Programa, visando qualificar ainda mais o atendimento.

A equipe do PSF pediu e alertou as mulheres acima de 40 anos que façam o exame "papa nicolau", pois foi constatado, principalmente durante a ação intensiva para realizaçao desse exame a pouca procura por parte dessa faixa etária. A Coordenadora do PSF Lapenna informou sobre como melhor utilizar esse programa, como também elogiou o trabalho de comunicação comunitária desenvolvido na localidade. Dra. Linda deu dicas sobre prevenção à dengue, leptospirose e lembrou que o PSF terá uma coluna de dicas e informações no Jornal "A Voz do Lapenna" a partir da próxima edição.

Antonio Leôncio biólogo da SABESP falou das obras do Coletor Tronco, sobre a mudança de rotina que isso provoca e também o benefício que essa ação traz para a população.

Domingo ensolarado e a ocupação do espaço público a trazer outros sentidos à rua. Feira Livre do Jd. Lapenna: estudantes, moradores, educadores e quem mais chegar a exercer o direito à comunicação. A próxima intervenção de rádio de rua acontece em maio. Quem sabe em breve poderá transmitir ao vivo, pela internet, essas rodas de conversa que intensificam a nossa convicção de que habitar é comunicar.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Educomunicação em Movimento

A experiência do Núcleo de Comunicação Comunitária São Miguel no Ar virou livro!

Venha para o evento de lançamento desta publicação, com o debate "Educomunicação em Movimento - a educomunicação e a relação com a comunidade".

Sua participação é muito importante. Contamos com você!



Dedicamos aos jovens que integraram e integram o NCC, pela disposição e iniciativa que nos provocaram a viver e publicar as experiências dessa "Educomunicação em Movimento". E a todos que pensaram e fizeram tudo isso junto com a gente.



NCC São Miguel no Ar

quarta-feira, 7 de março de 2012













REUNIÃO DO FÓRUM DOS MORADORES DO LAPENNA


“Mobilizar é convocar vontades para atuar na
busca de um propósito comum, sob uma
interpretação e um sentido também
compartilhados”
José Bernardo Toro
Educador, Filósofo e sociólogo


Moradores e Poder Público pensam juntos soluções para a localidade

Segunda-feira, 05 de março, 09h30. No Galpão de Cultura e Cidadania no Jd. Lapenna começa mais uma reunião do FOLE – Fórum dos Moradores do Lapenna e Adjacências. A expectativa é grande, afinal de contas, dentre outras pautas, a Sabesp apresenta e demonstra o projeto do Coletor Tronco, ou seja, uma obra essencial para a coleta e tratamento de esgoto. João Lino – engenheiro da SABESP protagoniza momentos educativos nessa manhã, nessa nossa cidade de São Paulo.

Os moradores perguntam e se interessam, cerca de 80 moradores reunidos aprendem, ensinam e dialogam com a Subprefeitura, Sabesp, Secretaria de Habitação e a equipe do Programa Saúde da Família do Lapenna, aliás, a equipe do Posto manifesta o que sente em trabalhar em um equipamento que era um sonho, as pessoas aplaudem e se identificam e reconhecem esse equipamento com uma grande conquista advinda da participação e mobilização comunitária.

Em muitos momentos do encontro os moradores sugerem alternativas e apresentam reivindicações. A Subprefeitura de São Miguel Paulista representada por Rosimar Nobre, orienta qual o encaminhamento: um ofício para o Subprefeito com as solicitações para agilizar o atendimento à essas demandas.

Fica decidido por todos que a visita técnica da Secretaria Municipal de Habitação e da Sabesp, agendada para o dia 14 de março, às 10 horas, será acompanhada por dois moradores . Essa visita culminará com um estudo para resolução de um problema crítico tanto habitacional quanto de saneamento.

O jovem Diogo Ferreira, ex – morador do Jd. Nair, morador de São Miguel Paulista, integrante da equipe do SPTV – Parceiros SP, manifesta sua iniciativa de propor na reunião de pauta do telejornal matérias que contribuam para o fortalecimento da comunidade e resoluções de problemas. As pessoas aplaudem no momento que Diogo Ferreira pede ao público, na maioria adultos, que tragam seus filhos.

No final do encontro, cerca de 10 moradores participam da produção do documento para a Subprefeitura, como também da reunião de pauta do jornal “A Voz do Lapenna”. A próxima reunião está agendada para 07 de abril. Fica a lembrança de um trecho de um texto de José Bernardo Toro, enviado por Jairo Sierra – integrante da OAB – SP: “a Democracia é uma Ética, se chamamos de Ética a capacidade de criar e escolher uma forma de viver, capaz de fazer possível a vida digna para todos. A Democracia é uma forma de construir a liberdade e a autonomia de uma sociedade, aceitando como seu fundamento a diversidade e a diferença”.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Crianças do Jd. Lapenna produzem vídeo educativo sobre a cidade
para Fórum de Moradores.
Confira:

domingo, 5 de fevereiro de 2012


Em 2011 aprendemos que a comunicação é uma língua que se deve aprender

“O ser humano sabe que há outros seres que a ele se assemelham e aos quais poderá comunicar os sentimentos que experimenta, desde que os situe nas circunstâncias às quais deve suas penas e seus prazeres. Assim que ele conhece o que o comoveu, ele pode se exercitar e comover os outros, se estuda a escolha e o emprego dos meios de comunicação. É uma língua que ele deve aprender”.

Jacques Ranciére

A comunicação comunitária e a educomunicação, enquanto conhecimentos e estratégias socioeducativas para integrar e desenvolver consciências de melhor viver junto, nos trouxeram, ao longo de 2011, a percepção da necessidade de reaprendermos a aprender o que as paisagens pós – urbanas e a realidade social de um território insistiam em nos dizer.

Um dos aprendizados é que deveríamos tanto dentro e fora das escolas desenvolver ações educomunicativas que contextualizassem o território a partir de uma abordagem experiencial – habitativa, ou seja, contextualizar e estudar com o público que nos relacionamos a compreensão de que o habitar é mais que um residir e um estar, remonta a relacionar-se, a comunicar.

Também aprendemos a necessidade de levar em consideração a relação do lugar com as mídias que adviessem, nascessem da experimentação do exercício de observação metagoegráfica do ambiente, experimentação essa que contou com a contribuição de educadores e educandos da rede pública e estudiosos sobre a urbe, estes últimos colaboradores de nossas ações comunicacionais enquanto orientadores - participantes dos produtos comunicacionais compartilhados também na Internet e nos veículos de comunicação comunitária.

Sim, a produção de conhecimento nascida das provocações voltadas para o letramento e a captação de histórias de vida dos moradores sobre suas infâncias, seus olhares e seus desejos, em meio à necessidade de bem viver junto, foi vivida por nosso Núcleo e, para tanto, tornamo-nos, de certa forma, uma espécie de aedos e / ou rapsodos contemporâneos da comunicação local, somado ao registro das atitudes e ações de mobilização de coletivos e lideranças comunitárias de pensar a cidade. Esses foram os elementos e fatores que nos levaram ainda mais à uma prática de estudarmos modos de provocar estímulos emancipatórios dessas pessoas de São Miguel Paulista, as quais nos relacionamos arte – educativa e comunicacionalmente.

Caminhamos mais nessa trajetória de compreensão da importância de difundir a visão e leitura dos educadores, educandos e pessoas da comunidade sobre da relação do lugar com o mundo, o que reforçou nossa convicção de estimular o trânsito desses atores no espaço estendido onde atuamos, seja físico, virtual ou nas espacialidades eletrônicas, sendo que sobre estas últimas temos muito a aprender.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012




Malu do Ponto de Leitura do Lapenna é pedagoga


"Em 26 de Janeiro de 2012, realizei o tão esperado sonho da Formação Acadêmica. Foram anos de dedicação, aprendizado, trabalho árduo, que me trouxeram alegrias e conquistas.



Como Pedagoga, profissão que escolhi por paixão, tenho a responsabilidade de cumprir deveres com dedicação e garra, pois não posso esquecer que encontrarei dificuldades no caminho, mas como diz Rubem Alves “Ostras felizes não produzem pérolas”.



Pois como as ostras, precisamos de algo que nos incomode, nos cutuque e nos impulsione a produzir pérolas".

Malu ( Ponto de Leitura Jardim Lapenna)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

São Paulo, segunda-feira, 30 de janeiro de 2012Opinião


Maria Alice Setubal



O que queremos do novo ministro da Educação?



Os jovens estão abandonando os estudos, pois a escola é vista por eles como desinteressante, sem conexão com o mundo real e com o mercado de trabalho



Refletir sobre o que queremos do novo ministro da Educação é também uma oportunidade para estabelecermos um debate sobre qual educação o Brasil precisa para realizar o seu potencial de país emergente.



A educação é uma questão prioritária para a realização desse potencial. O nível educacional da população é um fator imprescindível para o desenvolvimento. Já sentimos hoje no Brasil a falta de mão de obra qualificada para suprir as demandas de expansão da economia.



Mas os nossos jovens estão abandonando os estudos, pois a escola é vista por eles como desinteressante, sem conexão com o mundo real e com o mercado de trabalho.



A exigência de maior qualificação poderia ser respondida de imediato com a readequação do ensino médio e com a implementação de cursos técnicos, tecnológicos e profissionalizantes. Eles são, sem dúvida, da maior importância.



Entretanto, a questão é bem mais complexa. Tivemos inúmeros avanços na melhoria da qualidade de vida da nossa população. A continuidade dessas políticas é de fundamental importância. Ainda estamos, porém, distantes uma educação de qualidade para todos.



O Ministério da Educação é o responsável pela definição e pela indução de políticas. É nos Estados e municípios, entretanto, que a educação acontece.


É necessário, portanto, que o governo federal costure um pacto com os entes federados. Para uma real mudança na qualidade da educação, dois pontos são prioritários para esse pacto e devem ser considerados de forma conjunta: novos parâmetros para a profissionalização docente e a definição de um currículo ou de metas de aprendizagem para o século 21.



Vivemos a transição para uma sociedade cujos eixos centrais são a diversidade, a justiça social, a democracia e a sustentabilidade. O mundo tem discutido novas formas para uma economia mais verde com energia limpa, com inovação para produtos e com serviços ligados à agricultura, à cultura criativa, à indústria e à gestão de recursos naturais.



As diversas manifestações políticas, ainda que de forma desordenada, tanto em nível nacional como internacional, têm apontado para o estabelecimento de criativas e inovadoras relações entre o Estado, o mercado e a sociedade civil.



Os avanços tecnológicos possibilitaram o surgimento de novas formas de comunicação global e de acesso à informação e à construção do conhecimento.



É fundamental um novo currículo, adequado a esse novo tempo. É também fundamental que a profissão do professor seja socialmente valorizada, com salários adequados e melhores condições de trabalho.



É necessário também que as formações inicial e continuada ocupem um espaço central no exercício docente. Essa formação deve estar atrelada aos novos conhecimentos exigidos na sociedade contemporânea, para que a sala de aula possa refletir a articulação de conteúdos variados.



Além disso, a capacitação do professor e os currículos dos alunos devem ser coerentes com as diversidades regionais e culturais do país.



É preciso reforçar que alguns avanços devem ser reconhecidos: o Plano Nacional de Educação, que está para ser votado pelo Congresso; e o debate iniciado em torno do currículo, da formação docente e da proposta de um exame nacional para professores.



Assim, esperamos que o novo ministro leve adiante as conquistas e tenha a ousadia de estabelecer um real diálogo com toda a sociedade.



Um diálogo pautado em metas claras de implementação de políticas que reflitam não apenas a prioridade da educação para o desenvolvimento do país, mas, sobretudo, que contemplem o que a sociedade considera importante para formar as nossas crianças e jovens.



MARIA ALICE SETUBAL, 60, doutora em psicologia da educação pela PUC-SP, presidente dos Conselhos do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária, da Fundação Tide Setubal e do IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Direito a comunicação é tema de palestra da Pastoral Juvenil Marista

Na noite de 26 de janeiro, o NCC esteve com jovens da Pastoral Juvenil Marista numa roda de conversa sobre comunicação, comunidade e juventude

Cada vez mais se ouve falar em “o futuro está nas mãos dos jovens” e para que esses jovens possam organizar um futuro melhor para todos muitas coisas precisam ser respeitadas, como o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente.

Por este motivo, o acampamento da Pastoral Juvenil Marista, que acontece do dia 22 a 30 de janeiro, tem como tema os direitos das crianças e dos adolescentes, com uma maratona de atividades para pensar em como efetivar esses direitos nas localidades de cada um, já que estão reunidos nesse evento jovens de vários lugares do Brasil, como Curitiba, Florianópolis, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Brasília.

O Núcleo de Comunicação Comunitária da Fundação Tide Setubal não podia ficar fora dessa e foi convidado a apresentar o tema “Direito a comunicação”. A palestra foi baseada nas experiências dos veículos de comunicação comunitária do NCC em conjunto com a comunidade do Jardim Lapenna (Jornal A Voz do Lapenna, TV e Rádio de Rua e Blog).

Além disso, o NCC também destacou os trabalhos de educomunicação que realiza em seis escolas públicas de São Miguel Paulista e região e contou sobre o surgimento de toda essa história, advinda da vontade dos próprios jovens que participaram de atividades de formação em comunicação.

Com direito a música, poesia e brincadeira, a noite do dia 26 de janeiro pode ser resumida na expressão troca de saberes. O diálogo, uma das formas mais simples de comunicação, pode ser um provocativo para ações que contribuam com o desenvolvimento local e com a prática efetiva de todos os direitos.

sábado, 14 de janeiro de 2012

ENSINO PROFISSIONALIZANTE NO BRASIL -
ENCONTRAMOS NA REDE UMA ENTREVISTA CONCEDIDA
POR DANIEL HAMMOUD AO BOLETIM FUNDAP - CEBRAP /
"POLÍTICAS PÚBLICAS EM FOCO" EM 2008,
compartilhamos com vcs


ENTREVISTA – DANIEL HAMMOUD
"Falta fonte de recursos para o financiamento da educação profissional"
Para especialista, há uma grande demanda reprimida e o governo precisa mapear sistematicamente as necessidades de qualificação


Daniel Hammoud é profissional raro no contexto brasileiro. Sua trajetória o credencia como especialista em ensino profissionalizante – ou “ensinos profissionalizantes”, como gosta de ressalvar. Duplamente graduado pela USP – em comunicação social e história e ainda graduado em pedagogia –, Hammoud não conseguiu pesquisar ensino profissionalizante na academia, por falta de interesse dos programas de pós-graduação. “Há muito preconceito. O ensino profissionalizante é visto como bom só para o filho dos outros.”
O aprofundamento no tema se deu então de outras formas. Ele cursou especialização em técnicas modernas de educação pela Escola Normal Superior de Saint-Cloud, como bolsista do governo francês. Em Hachiochi, participou do curso de políticas de educação profissional, promovido pela Agência de Cooperação Internacional japonesa. Participou ainda de curso de educação de adultos realizado pela Unesco no Chile. O conhecimento de causa veio também da labuta cotidiana: trabalhou por 16 anos no Senac-SP. Hoje atua como consultor e viaja todo o Brasil em razão dessa atividade, auxiliando entidades e empresas que investem em ensino profissionalizante. Na entrevista a seguir, ele trata das principais questões que envolvem o tema abordado nesta edição.


Como o Senhor caracteriza a educação profissionalizante e quais são os traços que a distingue do ensino formal?
A educação básica, que compreende a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, deve ser sempre oferecida ao maior número possível de crianças e jovens, com a melhor qualidade possível, para que toda a população possa alcançar os mesmos patamares de escolaridade. Além de básica, ela deve ser comum a todos os cidadãos. Com relação à educação profissional, é diferente. Ela deve responder às necessidades das estruturas produtivas, e sua oferta deve ser criteriosamente planejada, de maneira a atender às diferentes demandas das áreas profissionais. Se a educação básica tem objetivos abrangentes e perenes, senão permanentes, os objetivos da educação profissional são específicos, diversificados, dependendo da área profissional, e mutáveis, na medida em que a introdução de novas tecnologias ou novas formas de organização da produção ou do trabalho colocam a necessidade de se rever permanentemente os objetivos e conteúdos de tais cursos.
Adicionalmente, é preciso considerar que educação profissional é um conceito abstrato. O que existe na realidade são múltiplas “educações profissionais”, cada uma delas com identidade própria e com objetivos distintos. Afinal, qualificar um técnico de enfermagem é muito diferente de qualificar um técnico em agropecuária.



Qual o balanço que o Senhor faz da oferta do ensino profissionalizante no país e o papel dos governos? Existe coordenação de atuação entre elas?
A expansão crescente da oferta de ensino médio por parte do poder público, sobretudo pelas redes estaduais, aumenta a escolaridade de grande parte da população jovem do país, mas não a qualifica a ingressar no mercado de trabalho. Como a maior parte desses jovens não apresenta as condições para disputar as poucas vagas de cursos de educação superior nas universidades públicas e gratuitas e também não tem condições de arcar com os custos de cursos de educação superior oferecidos por instituições privadas de ensino, esse contingente é, em princípio, a clientela potencial natural dos cursos de educação profissional técnica de nível médio, desde que gratuitos.
Há assim, em nosso país, uma enorme demanda reprimida, que ainda não foi quantificada com precisão, por educação profissional gratuita, sobretudo por cursos de educação profissional técnica de nível médio.
No âmbito da administração federal, o Ministério da Educação mantém uma expressiva rede de 160 unidades de educação profissional, composta por 79 centros federais de educação tecnológica e unidades de ensino descentralizadas, 36 escolas agrotécnicas federais, uma escola técnica federal e uma universidade tecnológica federal, com 11 campi, além de 33 instituições de educação profissional vinculadas às universidades federais. No entanto, a rede federal de educação profissional passa, no momento, por um processo de substituição dos cursos de educação profissional técnica de nível médio, até há pouco tempo atrás majoritários em sua grade de cursos, por cursos superiores de tecnologia e mesmo por cursos de bacharelado e de licenciatura.
À exceção dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a maior parte das administrações estaduais não mantém redes de escolas de educação profissional. Na maioria dos demais Estados, existem algumas poucas escolas de educação profissional remanescentes do período em que o antigo ensino de 2º grau (atual ensino médio) era compulsoriamente profissionalizante, ou então que foram implantadas mais recentemente, no âmbito do Programa de Expansão da Educação Profissional (Proep), gerido pelo Ministério da Educação.
O Estado de São Paulo, por intermédio de seu Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento, mantém uma grande rede de escolas técnicas, composta por 141 Escolas Técnicas (Etecs) e 47 Faculdades de Tecnologia (Fatecs), que estão presentes em 122 dos 645 municípios do Estado. As Etecs atendem 118 mil estudantes – 30 mil no ensino médio e mais de 87 mil em 86 cursos de educação profissional técnica de nível médio. A Fatecs, por sua vez, atendem 25 mil alunos, distribuídos em 39 cursos superiores de tecnologia.
Mas mesmo nestas duas maiores redes de educação profissional (a federal e a do Estado de São Paulo) a demanda ainda é tão grande que o acesso aos cursos é feito por meio de concurso público de ingresso, denominado “vestibulinho”, que acaba por privilegiar os jovens que tiveram oportunidade de freqüentar boas escolas de ensino fundamental e médio, freqüentemente privadas, a exemplo do que também acontece com o processo de acesso às universidades públicas. Há até cursos preparatórios aos “vestibulinhos”, que cumprem a mesma função que os cursos preparatórios aos exames vestibulares das universidades.



A que o Senhor atribui essa tendência de transformar o ensino técnico público federal em cursos superiores? É um processo equivocado de elitização do que deveria ser acessível?
Esta tendência, que é perceptível apenas na rede federal de educação profissional, parte do pressuposto de que há um maior número de jovens que conclui o ensino médio e que demanda educação superior, seja na modalidade de educação profissional de nível tecnológico, seja na modalidade bacharelado e licenciatura. Se é verdade que há um número maior de jovens
concluindo o ensino médio, é verdade também que parte desses jovens preferiria que lhe fosse oferecida maiores oportunidades de freqüentar cursos mais curtos, que correspondessem a perfis profissionais cuja demanda pelo mercado de trabalho fosse maior e estivesse mais bem definida. É importante ainda lembrar que há um grande contingente de jovens que tem a expectativa de se qualificar profissionalmente ao mesmo tempo em que freqüenta o ensino médio, para ingressar mais rapidamente na vida produtiva, sem prejuízo da possibilidade de vir a fazer curso de educação superior em outros momentos de suas vidas. É justamente a esses jovens que a rede federal deveria oferecer mais vagas nos cursos de educação profissional técnica de nível médio, concomitante ou não com a oferta de ensino médio.



Qual o balanço que o Senhor faz da oferta de cursos profissionalizantes no que se refere aos conteúdos? Tem sido ensinado o que os alunos necessitam para crescer profissionalmente?
No universo dos cursos ditos profissionalizantes, há uma grande oferta de cursos livres, ou seja, que não são submetidos a qualquer tipo de regulamentação por órgãos normativos da área educacional. Na maior parte dos casos, não são ministrados por escolas reconhecidas como tais na forma da lei e freqüentemente não conduzem a uma ocupação bem definida no mercado de trabalho.
Em vez de desenvolverem todas as competências profissionais relacionadas a um determinado perfil profissional, algo desejável para as pessoas sem qualificação profissional que buscam ingressar no mercado de trabalho, tais cursos desenvolvem apenas parte dessas competências, o que não habilita os alunos que os freqüentam a disputarem uma vaga no mercado de trabalho. É o caso dos cursos de idiomas e de informática básica, dentre muitos outros. Tais cursos são às vezes confundidos pela população como sendo cursos de qualificação profissional básica. As pessoas são atraídas por eles, pelo fato de terem uma duração mais curta e serem mais baratos.



Como a transformação dos setores da economia tem influenciado a oferta de cursos de capacitação/qualificação profissional? Como tem sido adaptada a oferta de cursos, em termos de conteúdos, à demanda desse novo quadro econômico?
Como dito anteriormente, a oferta de educação profissional tem como pressuposto básico as demandas do setor produtivo, para qualquer um dos três setores da economia: primário (agropecuária e extrativismo), secundário (indústria) e terciário (comércio e serviços). A análise do quadro socioeconômico brasileiro atual revela que, já há algum tempo, o país é predominantemente urbano, ou seja, a maior parte de sua população encontra-se nos núcleos urbanos e não mais no meio rural. Esse processo de urbanização desordenado, com amplas repercussões sobre a qualidade de vida nas grandes cidades, teve início com o aumento progressivo da concentração fundiária e a modernização das atividades agropecuárias, às quais se aplicam cada vez mais tecnologias modernas, o que implica a necessidade de trabalhadores rurais com perfil profissional distinto daquele previamente existente. Por outro lado, tem aumentado a importância da participação das atividades econômicas dos setores secundário e terciário na economia nacional, desenvolvidas sobretudo no meio urbano.
As linhas gerais de tais mudanças, bem como todos seus desdobramentos e implicações, devem ser criteriosamente ponderadas pelas instituições de educação profissional por ocasião da definição da oferta de seus cursos. Cabe destacar ainda a tendência crescente ao aumento da participação dos serviços no conjunto das atividades econômicas desenvolvidas no Brasil, sobretudo nas metrópoles e grandes cidades, à qual as instituições de educação profissional devem dar a devida atenção.



O Senhor acha que há condições para uma oferta de ensino profissionalizante de maior fôlego (tipo Fatecs) por instituições privadas?
Afortunadamente, uma parcela cada vez maior da população se dá conta de que o universo ocupacional atual é muito mais diversificado do que o existente há algum tempo atrás e que as possibilidades de qualificação para se exercer uma série de novas profissões compreendem cursos de educação superior, mas também cursos de educação profissional técnica de nível médio. No entanto a maioria da população – sobretudo a das cidades maiores, nas quais há grande oferta de cursos de educação superior, ainda que privados – considera que tais cursos são uma alternativa que confere mais prestígio profissional do que os cursos de educação profissional técnica de nível médio. As instituições educacionais privadas, atentas a essa percepção da população, têm aumentado a oferta de cursos de educação superior, inclusive de cursos superiores de tecnologia, ao mesmo tempo em que reduzem a oferta de cursos de educação profissional técnica de nível médio.


O Senhor enxerga uma espécie de preconceito com relação ao ensino profissionalizante no Brasil? O imaginário de país dos bacharéis não envelheceu em contraste com as demandas do mercado de trabalho?
Ao analisar a posição relativa da educação profissional comparada a outras modalidades de educação, deve-se considerar inicialmente que a educação superior, qualquer que seja ela, é antes de mais nada uma forma de educação profissional. Ninguém negará que o principal objetivo dos cursos de engenharia, medicina, pedagogia, dentre muitos outros cursos superiores, é o de qualificar bons profissionais nestas áreas. Mas, para uma parcela da população, tais cursos são importantes, sobretudo, pelo fato de serem superiores, o que a leva eventualmente a preferi-los em detrimento dos de educação profissional técnica de nível médio, talvez mais adequados a suas necessidades por terem duração menor e oferecerem maiores possibilidades de inserção profissional.
Outra consideração importante é que não há, em princípio, oposição entre a oferta de educação básica, sobretudo do ensino médio, e a de educação profissional. Como dito anteriormente, a educação básica deve ser o patamar mínimo de escolaridade de toda a população brasileira. A educação profissional, em qualquer nível em que seja oferecida, deve ser complementar a ela. Há pessoas que entendem que a oferta de educação básica e de educação profissional são mutuamente excludentes, ou seja, a oferta de uma delas implica a impossibilidade da oferta da outra. Ora, é evidente, por exemplo, que a biologia ministrada no âmbito do ensino médio se constitui em uma base científica fundamental para a formação de técnicos de enfermagem. Isso significa que uma educação básica de qualidade é fundamental para a construção de um bom projeto de educação profissional, seja ele de nível técnico ou de nível superior.



Como o Senhor avalia a atuação do chamado Sistema S e os questionamentos recentes do Ministério da Educação com relação à transparência na utilização dos recursos?
Na realidade, o que a imprensa passou a denominar Sistema S não se caracteriza propriamente como um sistema. As entidades componentes são o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), o Sesi (Serviço Social da Indústria), o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), o Sesc (Serviço Social do Comércio), o Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), o Sest (Serviço Social do Transporte), o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
Essas entidades são independentes. Gozam de autonomia administrativa, técnica e financeira para se organizar da maneira que julgarem mais conveniente em cada uma das unidades da Federação. Isso significa, por exemplo, que a programação de cursos profissionalizantes do Senai do Estado de São Paulo pode ser bastante distinta da programação da mesma entidade no Estado vizinho de Minas Gerais. O que é comum a todas essas instituições é o fato de terem sido criadas por leis federais que lhes asseguram o financiamento de suas atividades por intermédio de contribuições compulsórias. Dentre outras, a principal crítica que se faz a estas instituições atualmente é o fato de cobrarem pelas atividades oferecidas, apesar de disporem de recursos que lhes são garantidos por lei.



Qual o grande desafio que o Senhor enxerga para a qualificação profissional no País?
Os maiores desafios que se impõem à educação profissional, na atualidade, são três. Em primeiro lugar, a definição de fonte de recursos garantida por lei para o financiamento da educação profissional pública e gratuita a ser oferecida pela União e pelos Estados e o Distrito Federal. Em segundo lugar, a implantação, na estrutura do Ministério da Educação, de um sistema de abrangência nacional, de caráter permanente, para o mapeamento contínuo das demandas por trabalhadores qualificados e que deveria abranger todo o universo de possibilidades de qualificação profissional, dos cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores aos cursos de educação superior, passando pelos cursos de educação profissional técnica de nível médio. E, por fim, a implantação, no âmbito do Ministério da Educação, de um órgão de coordenação do sistema nacional de educação profissional, supra-institucional, para planejar e articular sua oferta de maneira integrada, em todo o território do país, de maneira a evitar sobreposições de esforços e a existência de lacunas de atendimento e de cobertura.


Hoje, 2,5% da folha de pagamento das empresas são destinados por lei ao chamado Sistema S. Não seria questionável destinar por lei recursos orçamentários a essa finalidade? Por quê?
Na realidade, os recursos que sustentam as instituições que integram o que a imprensa convencionou de chamar de Sistema S não são recursos do orçamento federal, mas resultam de contribuições compulsórias que as empresas são obrigadas a recolher sobre o valor de suas folhas de pagamento e que se destinam exclusivamente à manutenção dessas instituições. Tais recursos, embora não sejam tecnicamente considerados como impostos, são percebidos pela sociedade como se assim fossem, uma vez que seu valor é embutido em todos os bens e serviços que a população consome. Tal percepção leva naturalmente a sociedade a considerar essas instituições como se fossem públicas e a exigir delas a mesma transparência que se exige habitualmente dos órgãos da administração pública, o que é correto. Atualmente há uma iniciativa do Legislativo federal, mais particularmente do Senado Federal, que pretende criar fonte de recursos garantida por lei para o financiamento da educação profissional. Trata-se do projeto de lei nº 274/2003, de 17/07/2003, do Senado Federal, de autoria do Senador Paulo Paim (PT-RS), que institui o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional e Qualificação do Trabalhador (Fundep).

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Reunião no Galpão de Cultura e Cidadania entre moradores, Subprefeitura de São Miguel Paulista, Secretaria Municipal de Habitação, Sabesp e Secretaria do Verde e do Meio Ambiente visa estabelecer ação conjunta para resolução de problemas de moradia da comunidade do Jardim Lapenna e Vila Nair.

Confira o vídeo do encontro:



Moradores do Jd. Lapenna, União de Vila Nova e Vila Nair refletem sobre as conquistas do Movimento que integram e apontam a necessidade de um alinhamento entre órgãos do Poder Público para ações voltadas à habitação no território.

Assista:

NCC São Miguel no Ar

Galpão de Cultura e Cidadania
Rua Serra da Juruoca, nº112
Jardim Lapenna - São Miguel Paulista
São Paulo - SP
Telefone: (11) 2956 0091
E-mail NCC: projetosmnoar@gmail.com

Fundação Tide Setubal

Rua Jerônimo da Veiga, 164 - 13° andar CEP 04536-000 Itaim Bibi - São Paulo - SP Telefax: (11) 3168 3655
E-mail: fundacao@ftas.org.br

CDC Tide Setubal

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